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Proposta De Aumento Da Carga Horária Do Ensino Médio

Posted by Gilberto Lenz em 10/05/2009

Publicado no jornal O Estado de S.Paulo. Clique aqui e veja a matéria no endereço eletrônico original.

MEC quer aumentar carga horária do ensino médio em 25%

Parte das disciplinas seria optativa; proposta também inclui aproximação das matérias e mais laboratórios

BRASÍLIA – O Ministério da Educação planeja aumentar a carga horária do ensino médio em 25%, passando das atuais 2.400 horas para 3000 por ano. Dessas horas extras, 20% poderão ser usados para disciplinas de livre escolha, que podem ir desde aulas extras de matemática ou português, até teatro, música, artes ou esportes. A proposta, encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE), servirá de subsídio para Estados que desejam alterar o atual modelo de ensino médio, considerado ultrapassado pelo ministério e por educadores.

O MEC não tem o poder de definir a estrutura do ensino médio, uma atribuição dos Estados. Nacionalmente, é determinado pelo CNE um currículo mínimo e as diretrizes nacionais, que mostram aquilo que um estudante precisa saber depois de três anos de estudo. A intenção do ministério, no entanto, é induzir os Estados a saírem do atual modelo, dividido em disciplinas rígidas e com muita decoreba e pouca prática, para um modelo mais flexível e mais interessante para os jovens.

Para isso, pretende que o CNE aprove as propostas de alterações de diretrizes com as recomendações de mais horas-aula, disciplinas eletivas e uma formulação mais livre, com o currículo organizado em núcleos temáticos. De acordo com o diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica do MEC, Carlos Artexes, as disciplinas não necessariamente desaparecerão, mas a ideia é que sejam aproximadas por área de conhecimento e os professores possam trabalhar em conjunto. “Não é substituir um tipo de grade curricular por outro, mas que os professores possam trabalhar em conjunto”, explica o presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, Francisco Cordão.

Além das novas diretrizes, o ministério deverá entrar com recursos. Até o final deste ano, a intenção é assinar convênios para pilotos de novos modelos com os Estados interessados. Até agora, o MEC tem recursos para financiar, em 2009, 100 escolas que serviriam de teste de novos modelos didáticos.

Esse financiamento, além de ser usado para treinar professores, poderá equipar as escolas com laboratórios. Não apenas nas áreas que pedem esse tipo de estrutura, como ciências, mas também de matemática e línguas. A intenção do MEC é ver os jovens ligando o que aprendem na sala de aula com a vida real. “Existe uma tradição brasileira de academicismo, mas as práticas são fundamentais”, disse Artexes. “Nada melhor que a escola seja um grande laboratório. De ciências, mas também de todas as áreas do saber”.

A intenção do ministério é criar um currículo mais interessante e mais flexível, que desperte interesse nos jovens. Hoje, o ensino médio tem a maior taxa de evasão da educação básica. Entre 2005 e 2007, 661 mil estudantes abandonaram a escola. Entre 2004 e 2006 o número total de matriculados nas três séries caiu 2,9%, apesar de apenas 44% dos jovens de 15 a 17 anos, a idade correta, estarem matriculados no ensino médio.

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